Entrevista com responsável de formação

Entrevista com responsável de formação interna

Retrato profissional de Carla Fernandes, responsável de formação
Carla Fernandes, responsável de formação numa empresa do setor financeiro em Lisboa, descreve o papel da educação interna na prevenção de fraudes, os desafios para envolver equipas e exemplos de impacto direto no dia a dia. A entrevista revela estratégias práticas e conselhos para empresas que querem fortalecer os seus programas internos.

Como se estrutura um programa interno de formação antifraude?

A formação interna em prevenção de fraude é o conjunto de ações educativas destinadas a sensibilizar e preparar colaboradores para identificar e reportar situações suspeitas. No meu dia a dia, desenvolvo sessões práticas, simulações e materiais de apoio adaptados ao contexto de cada equipa. O desafio é tornar o tema relevante e acessível para diferentes perfis, desde quem está no atendimento até diretores. O diálogo aberto e o exemplo dos líderes são essenciais para criar uma cultura preventiva forte.

Quais são as maiores dificuldades em envolver as equipas na prevenção de fraude?

O maior desafio é garantir a adesão de todos os colaboradores, especialmente aqueles que acham que nunca serão alvo de fraude. Já vivi situações em que uma simulação interna revelou vulnerabilidades inesperadas em equipas experientes. Por isso, adapto conteúdos a casos reais do setor e promovo debates, mostrando que a prevenção é responsabilidade de todos, não só de áreas técnicas.

Pode partilhar um exemplo prático de sucesso resultante da formação interna?

Sim, houve um caso em que a formação ajudou uma colaboradora a reconhecer um esquema sofisticado de phishing. Ela recebeu um email aparentemente legítimo, mas identificou detalhes incoerentes explicados numa das nossas sessões. Ao reportar rapidamente, evitou perdas para a empresa. Este episódio mostrou o impacto direto da formação contínua.

Que conselhos daria a empresas que pretendem reforçar a prevenção por via da formação?

Recomendo investir em atualizações regulares dos conteúdos, incorporar simulações práticas e envolver diferentes áreas na preparação das sessões. Escutar as dúvidas dos colaboradores é fundamental para adaptar a formação à realidade diária. A partilha de experiências, tanto sucessos como dificuldades, fortalece o ambiente de confiança mútua.

O que considera mais recompensador em liderar programas internos de formação antifraude?

É gratificante perceber que o trabalho desenvolvido em formação reflete-se numa redução de incidentes e numa maior confiança entre as equipas. O reconhecimento dos colaboradores, quando partilham que as aprendizagens fizeram diferença, é a maior recompensa deste trabalho.

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